Paulina Fuchs
Eu ando querendo tanta coisa ultimamente. Não sei o que me deu, fico achando que eu posso tudo. Do nada, resolvi que nada me abala. Eu quero o céu, e problema de quem ache o contrario. Eu quero o mundo e tudo que ele poder me dar.
Quero todos os sonhos já sonhados, todas as vidas já vividas, todo o tempo que virá. Quero a solução para a fome e a paz mundial. Quero que todo mundo tenha o que querer, o que lutar. Quero a vida, quero viver. Declaro agora que tudo que puder ser meu, será.
Andei tão mesquinha com a vida… pedi pouco, e não recebi quase nada – resolvi que não vou me vender por tão pouco. É tempo de lançar sementes, o solo é bom. Um dia terei flores de todas as cores, frutos de todos os sabores, historias de todos os amores.
Um brinde a vida! Se ainda não estou morta, porque me comportar como tal? Quero aprender mais. Descobrir coisas novas, ir onde nunca fui, voltar so se tiver vontade.
Decreto que quem dizer que é querer demais, será preso a uma vida amarga. É hora de se permitir. Depois, vou querer até o arrependimento, porque até errando, eu vou ter conseguido.


